
Entrevista com o nosso gerente de projetos, Christian Gut, para o jornal Valor Ecônomico sobre a adaptação de expatriados no Brasil.
Para entender o jeitinho brasileiro
Por Carolina Cortez
Após um longo dia de treinamentos na subsidiária da companhia na Finlândia, os gestores deixaram a sala de reuniões e começaram a organizar o próximo evento, nada corporativo: a sauna. Ao receberem o convite para o 'happy hour' dos colegas finlandeses, os brasileiros presentes sentiram na pele, por um breve momento, o que é ser um estrangeiro em uma empresa cuja cultura é bem diferente da qual estavam acostumados.
Cristian Gut, alemão expatriado no Brasil, também estranhou o convite, mas já estava habituado a lidar com o "incomum" todos os dias no território verde-amarelo da corporação. São apenas detalhes - como cantar parabéns durante o expediente para o colega que faz aniversário -, mas que podem gerar desconforto e atrito quando um processo de expatriação não é bem-sucedido. "Minha primeira preocupação quando cheguei ao Brasil era aprender a língua. Com o tempo, percebi que as minhas dificuldades de comunicação não estavam no português, mas no relacionamento pessoal e profissional", afirma.